SP Escola de Teatro

A Arte de Nosso Tempo

Depois de quatro semanas respirando arte por várias horas, chegou ao final, hoje (27), o curso de Extensão Cultural “História da Arte”, promovido pela SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco e ministrado pela crítica de artes visuais, curadora e professora Angélica de Moraes. 
 
Durante as aulas, estudantes de nível superior ou médio, interessados por artes visuais e artes cênicas, tiveram contato com a produção de arte da atualidade, recebendo ferramentas teóricas e práticas de percepção e análise das poéticas visuais e sua interseção com as linguagens cênicas. 
 
“O grande resultado do curso é incentivar as pessoas a conhecer a arte contemporânea, porque o assunto é muito pouco lecionado hoje em dia. O ensino de História da Arte, mesmo em cursos universitários, termina nas vanguardas do século 20 – como o surrealismo e o expressionismo –, mas, a partir desse período, aconteceu muita coisa importante”, observa Angélica.
 
Para fazer com que participantes entendessem a arte de seu próprio tempo, a orientadora abordou tópicos como os conceitos de arte retiniana e arte conceitual, a videoarte barroca e neoclássica, a aproximação entre ciência e arte, a criação colaborativa remota e em rede, entre outros. Na aula de encerramento, a Bienal de Veneza de 2011 e a Documenta de Kassel de 2012 – as últimas duas grandes mostras internacionais de arte – tiveram seus trabalhos exibidos e comentados.
 
E, para o participante Abelardo Germano, o objetivo foi atingido. “O curso foi bem legal e esclarecedor. Abriu a minha visão sobre arte contemporânea e as novas formas de se fazer arte. Apesar de ser introdutório, deu o início para que a gente pesquise e se aprofunde no assunto”, ele comenta.
 
Outra que saiu satisfeita foi Nathalia Gonçalves. Estudante de Rádio e TV, ela procurava por um conhecimento adicional. “Gostei bastante. Era um tema que faltava no meu repertório acadêmico. A Angélica tem um domínio muito grande do assunto e soube como passar para a gente”, avalia.
 
Essa primeira abordagem de produção artística atual, segundo Angélica, não pretendia esgotar o assunto, e sim, fazer um “reconhecimento do terreno” dos mais importantes aspectos. A orientadora também recomendou uma bibliografia com itens essenciais para complementar esse estudo. Afinal, como ela própria diz, “bons alunos nunca param de estudar”.
 
 
 

Texto: Felipe Del

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