SP Escola de Teatro

Correnteza de Memórias

O ator Alvise Camozzi sobe sozinho ao palco para dar vida a três personagens. No espetáculo “Correnteza”, em cartaz no Sesc Consolação até 3 de março, avô, pai e neto têm sua consciência explorada e externada, evidenciando as particularidades do vínculo familiar que se estabelece entre o trio. 

 

Com direção e composição cênica de Maurício Paroni de Castro, que já ministrou aulas e participou da avaliação do Processo Seletivo na SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, o texto de Gabriela Mellão mescla passado, presente e futuro em uma narrativa que revela as mais íntimas memórias afetivas das personagens. 

 

Segundo Paroni, o espetáculo foi construído sobre ensinamentos diretamente ouvidos dos artistas Tadeusz Kantor, Renata Molinari e Thierry Salmon, com a ideia de “criar um lugar mental num ambiente com palco, compreendidos fisicamente sua plateia e seu público.”

 

Somada a isso, foi adotada a proposta de que o espetáculo é apresentado na presença de alguém, e não para alguém. Com isso, atores não podem fingir uma personagem ou representar um texto. “Seguindo essas instruções, fizemos o ator recordar-se do texto no mesmo instante da representação – e coincidente com ela –, o que contextualiza no presente a história que conta”, diz o diretor.

 

Para aumentar a interatividade entre o espectador e a obra, existe, segundo Paroni, uma comunicação que liga a nível pessoal o ator, o diretor e o autor, conduzindo à extrema simplicidade da cena e à interpretação hiper-realista. “Também criamos uma forma que se assemelha aos tradicionais benshi – ‘homem que fala’ – do cinema mudo japonês, atores que ficavam ao lado da tela e sua narração era teatral. Frequentemente interagiam verbalmente com as personagens do filme narrado.”

 

 

Serviço

“Correnteza”

Quando: Quintas e sextas, às 21h. Até 3 de março.

Onde: Sesc Consolação Espaço Beta – 3º andar

R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque – Centro

Telefone: (11) 3234-3000

Ingresso: R$ 2,50 a R$ 10

 

 

Texto: Felipe Del

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