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Espetáculos criados durante curso de extensão estreiam no Festival Paulista de Circo

Publicado em: 01/09/2017 |

Ensaio do espetáculo “Domingo no Parque”, com direção de Hugo Possolo. Foto: Jonas Lírio/SP Escola de Teatro.

 

Com colaboração de Bruno Fernandes

 

Três espetáculos inéditos produzidos pela SP Escola de Teatro em parceria com a Associação Paulista dos Amigos da Arte (Apaa) estreiam em setembro no 10º Festival Paulista de Circo, em Piracicaba, interior do estado. As montagens são frutos de uma residência artística com direção de Hugo Possolo, Bel Coelho e Fernando Neves, realizada em agosto, e reúne artistas circenses de variadas linguagens.   

 
“Essa ação mostra que é possível unir difusão, que é o objetivo dos festivais, com uma questão de investigação artística, neste caso olhando a linguagem do circo por outra perspectiva”, explica Possolo, que é coordenador do curso regular de Atuação da SP Escola de Teatro e um dos fundadores da companhia Parlapatões. 
 
É ele quem assina a orientação e direção do espetáculo “Domingo no Parque”,  que abre o festival, no dia 1º, na Lona Piolin, às 20h. Na montagem, os participantes da residência trabalharam diferentes habilidades circenses com base em um roteiro inspirado na canção homônima, de Gilberto Gil — o baiano, inclusive, aprovou o uso da música pelos artistas.
 
“Trabalhamos com quatro ambientes propostos pela música: a feira, a capoeira, a construção e o parque de diversões. Assim, conseguimos demonstrar, de forma integrada, as habilidades de todos os artistas que estão participando,” diz Hugo Possolo. “A ideia é aprofundar uma pesquisa de linguagem artística que nem sempre se faz possível na criação de números circenses,” explica.
 
Para a atriz Renata Versolato, que integra o elenco de “Domingo no Parque”, a possibilidade de unir diferentes linguagens de circo transforma o trabalho em uma experiência estimulante. “Poder unir circo, palhaçaria e acrobacia em um espetáculo que tem como base o mestre Gilberto Gil é uma experiência muito rica”, comenta. “Hugo traz muitas referências bacanas para o espetáculo e para nós, artistas. A bagagem dele com relação à estética circense escolhida para esse trabalho é enorme”, acrescenta Renata, que é aprendiz egressa do curso regular de Humor da SP Escola de Teatro. 
 
A segunda montagem do curso tem coordenação e direção da atriz e diretora Bel Toledo. Apresentado no dia 3, às 19h30, na Lona Arrelia, “Armário das Almas Cantantes” narra o universo de almas vagam pela memória afetiva, circulam em busca do futuro, com alegria e música. Lira, corda, acrobacias, saem de dentro do armário da imaginação.
 
 
Ensaio do espetáculo “O Sorriso do Palhaço”, com direção de Fernando Neves. Foto: Bruno Fernandes/Apaa. 
 
Usando música, pirofagia e saltos, o diretor Fernando Neves dirige o terceiro espetáculo resultante da residência, “O Sorriso do Palhaço”, que estreia no dia 7, às 20h, na Lona Piolin. “O espetáculo está sendo montado com uma base melodramática. Nós fomos construindo a narrativa, com tempo rítmico, tempo cômico e tempo dramático”, explica Neves. “O espetáculo tem como base o conto ‘O sorriso ao pé da escada’, de Henry Miller, com referências de ‘O Sonâmbulo’, de Jean Genet. Ele trata das dualidades e contradições do artista, especialmente o palhaço.” 
 
A décima edição do Festival Paulista de Circo acontece de 1º a 7 de setembro, no Engenho Central, em Piracicaba. A programação completa está disponível no site www.omelhordaculturasp.com.
 



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