SP Escola de Teatro

Eva Wilma por Rubens Ewald Filho

Ela faz tudo parecer tão simples, tão natural, que, por vezes, a gente pensa que não está representando. Mas, não se engane, esta simplicidade é um dom burilado e exercitado de tal maneira que eu acho que Eva Wilma não é apenas parte importante de nossa historia teatral (afinal, lá esteve ela, praticamente fundando o Teatro de Arena).

 

Ela foi nossa maior estrela dramática de nosso cinema nos anos 50 e 60, como se tornou a mais versátil e querida das grandes estrelas de nossa televisão. Antes que soubessem o que era representar para a TV, lá estava ela ensinando e experimentando tudo que se podia fazer. 

 

Quem viu nunca esqueceu “Alô, Doçura”, que estrelou na TV Tupi durante anos, ao vivo, ao lado de seu companheiro John Herbert (que eu sempre achei o “nosso Cary Grant”. Se ele era o galã perfeito, Eva ou Vivinha, como chamam os amigos, era a Carole Lombard). A comparação não é fútil; estavam eles sim no plano dos melhores, dos mais completos, dos mais queridos atores que já tivemos. 

 

Com Vivinha é normal fazer esse tipo de elogio, por exemplo, ela esteve melhor na peça “Black Out” do que “Audrey Hepburn”, na versão do cinema. Com ela é assim, sempre perfeita, indiscutível, como todas as grandes; uma lady em todos os momentos, uma amiga querida, uma pessoa iluminada. A mais singela das divas, a mais completa das atrizes. 

 

 

Veja o verbete de Rubens Ewald Filho e Eva Wilma na Teatropédia.

 

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