SP Escola de Teatro

Violentados da Pátria em BH

Tudo começa em sala de aula, com uma pesquisa acerca de um gênero teatral ou uma determinada obra. Os grupos são formados, definem qual deve ser a abordagem empregada no trabalho, quais referências podem ser adotadas, e, principalmente, trocam ideias e experiências a fim de criar uma unidade original. O período letivo se encerra, no entanto, a afinidade artística e pessoal entre os integrantes torna-se tão grande que o trabalho tem continuidade fora da escola onde teve início.

 

O “Violentados da Pátria” é mais um grupo formado no Experimento da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco que percorreu todo esse caminho. O projeto, criado no último semestre de 2011, no Módulo Amarelo, foi selecionado para participar do Festival de Cenas Curtas do Grupo Galpão Cine Horto, de Belo Horizonte, que acontece de 31 de maio a 3 de junho.

 

Formado integralmente por aprendizes da Escola, o grupo leva ao palco uma história que mistura o cenário da Guerra do Paraguai, no ano de 1864, com uma série de situações cotidianas de nossa atual sociedade, como o preconceito racial, a questão da mulher e a homossexualidade. Todas elas ligadas sob um mesmo elemento: os “violentados da pátria”, aqueles que, de uma forma ou de outra, lutam por uma terra que não lhes pertence – em oposição ao termo “voluntários da pátria”, como eram chamados os soldados brasileiros no início daquela Guerra.

 

Durval Mantovaninni, aprendiz de Direção que integra o grupo, afirma que a essência do trabalho concebido no Experimento foi mantida, mas com algumas reestruturações. “Mantivemos praticamente tudo do Experimento, porque a cena em si já tem uma grande força. O que estamos fazendo é enxugá-la um pouco, pois na ocasião tínhamos a ideia de passar grande parte da nossa pesquisa, e agora buscamos momentos mais precisos, para que o público possa receber e entender melhor todas as informações.”

 

Além disso, o diretor explica que, como a cena será apresentada em Belo Horizonte – e, no conteúdo original, desenrolam-se várias narrativas com referências a casos ocorridos em São Paulo –, está sendo feita uma pesquisa para encontrar situações que dialoguem com a realidade da capital mineira.

 

Após a participação no Festival, o grupo planeja continuar junto e dar sequência aos ensaios, mas sem definir um futuro precocemente. “Desde o começo, estabelecemos que sempre daríamos um passo por vez. Vamos para BH e é nisso que estamos focados agora. Depois disso, é claro que pensamos em ficar em cartaz, mas não vamos definir nada  de antemão, agir assim é mais saudável para o grupo”, comenta Mantovaninni.

 

O papel da Escola nesse processo, segundo o diretor, vai muito além da contribuição para a criação da cena, no período de Experimentos do ano passado. “Quero agradecer, e é importante salientar a força que a SP está nos dando. Além de estarmos nos utilizando do espaço para os ensaios, a Escola vai ajudar logisticamente, cobrindo os custos de transporte, alimentação e hospedagem em BH”, finaliza.

 

Quer conferir o trabalho do grupo? Assista aqui ao vídeo com a apresentação do Experimento “Violentados da Pátria” na Escola.

 

 

Festival de Cenas Curtas Grupo Galpão Horto

Um dos 16 projetos selecionados de um total de 94 propostas de 10 estados diferentes, o “Violentados da Pátria” participará da 13ª edição do de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto, reconhecido como um dos mais importantes festivais de teatro do Brasil.

 

Anualmente, o evento reúne centenas de artistas e espectadores de diversos cantos do País, em busca de um espaço aberto às novas experimentações e ao compartilhamento de ideias e projetos. A comissão de seleção do Festival é formada por Glicério Rosário, Leonardo Lessa (Galpão Cine Horto), Luciana Romagnolli, Mariana Lima Muniz e Paulo André (Grupo Galpão).

 

As quatro cenas mais votadas pelo público, uma de cada noite, somadas a uma quinta cena eleita por uma comissão julgadora, se reapresentarão na Temporada das Mais Votadas.

 

 

Ficha técnica

Direção:

Durval Mantovaninni

 

Dramaturgia:

Denis Moura

Ivete Gomes

 

Atuação:

Ana C. Marinho

Erik Moura 

Gustavo Braunstein

Mariana Brum

Nádia Verdun 

Natália Baviera

 

Cenografia e Figurino:

Hugo Cabral

Veronica Sayuri 

 

Sonoplastia:

André Teles

Doutor Ailton

 

Iluminação: 

Felipe Boquimpani

Flavio Portella

 

Técnicas de palco:

Benilson Alves

 
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