Como começar?
Talentosíssimo.
Ótimo colega.
Ótimo astral.
Inventivo.
Poliglota.
Com uma energia que usa para somar, não para dividir.
Diretor de teatro que está mudando a cara do Brasil.
Rodolfo Garcia Vázquez * dois “z” mesmo * é o único cara a quem digo (já disse isso a ele umas três vezes):
“Gostaria de escrever sua biografia.”
Gostaria mesmo.
O Rodolfo está para além da vaidade boba.
Ele não fica dizendo que vai mudar a cara do teatro brasileiro.
Com o Ivam e os Satyros, ele simplesmente ESTÁ mudando a cara do teatro brasileiro.
Entrevistando-o, penetraria na mente dele para desvendar aos leitores os mecanismos que o tornam tão potentemente atrelado à contemporaneidade, com tanta coisa a dizer *que diz fazendo AGINDO* e com esse motor de arranque que transforma desejos em arte viva, transbordantemente. Sendo, ao mesmo tempo, pasmem, um cara brincalhão, com um jeito familiar, e que já constatei, adora cozinhar – e cozinha bem!
Começaria como?
Acho que pelo dia em que vi Rodolfo e Ivam, pela primeira vez na vida, quando fui cobrir a inauguração do Teatro dos Satyros para o Caderno 2 *início de 2000 ou final de 1999?*. Eu saí daquele escritório pequeno, no primeiro andar de um edifício da Roosevelt, muito intrigada. Por um lado, não entendia como naquela praça degradada dois caras recém-chegados de Portugal podiam demonstrar tamanha segurança *confiança* *otimismo* *energia* *alegria* na inauguração de um teatro. Claro que é porque eu ainda não sabia quem era Rodolfo, quem era Ivam, que potência era essa que eles traziam na mala. Mudaram a cara da praça, revitalizaram o entorno, criaram possibilidades de diálogo entre arte e sociedade.
Sim, acho que começaria a biografia por esse primeiro encontro.
Rodolfo:
Formalizo então aqui o meu convite:
“Vamos nessa?”
***
Veja os verbetes de Rodolfo García Vázquez e Marici Salomão na Teatropédia.
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