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A Dança do Cotidiano Paulista

Publicado em: 18/10/2011 |

Barulhos de carro, metrô e vendedores ambulantes são alguns elementos presentes em “Cidade”, a mais nova produção do grupo Omstrab, que estreia dia 20 de outubro, na Galeria Olido, Centro de São Paulo. O bailarino e coreógrafo Fernando Lee é o responsável pela direção.

 

A proposta do espetáculo é fazer com que o público ouça, veja e sinta exatamente a rotina diária do paulistano. Para isso, os integrantes do coletivo precisaram de sete meses para terminar o processo de pesquisa e montagem da peça. “Buscamos reavaliar o lugar onde vivemos, moramos e trabalhamos e, com isso, passamos a enxergar a cidade com outro olhar. O espetáculo foi concebido nas ruas, dialogando com a cidade e os moradores de São Paulo”, explica Fernando.

 

Ao todo, sete bailarinos e quatro músicos preenchem o palco na intenção de transmitir o cotidiano das mais de dez milhões de pessoas que vivem na capital paulista. A direção musical é de Rodrigo Araújo, que trabalha ao lado de Osmar Zampieri, diretor de vídeo; Gal Oppido, responsável pelo ensaio fotográfico; e Adriana Vaz Ramos, que assina o figurino.

 

Até mesmo a coreografia da montagem foi inspirada nos movimentos encontrados nas ruas de São Paulo. Para a realização de “Cidade”, a companhia foi contemplada com o Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura. 

 

Após quatro apresentações no centro, a montagem segue para Vila Madalena, apresentando-se na Sala Crisântempo, nos dias 4, 5, 11 e 12 de novembro.

 

                                                                                                                                

O Núcleo Omstrab

 

A trajetória do Omstrab iniciou-se em 1994, ano em que estreou seu primeiro espetáculo na Bienal de Lyon. Desde então, dedica-se à pesquisa e produção cultural, integrando linguagens, como dança contemporânea, música ao vivo e teatro, para a composição de seus espetáculos.

 

Seu trabalho já representou o Brasil em festivais pela Europa, Ásia, América do Norte e América Central, tendo recebido uma série de prêmios ao longo de sua história. Além da criação artística, o Omstrab tem projetos didáticos e de formação de público por meio de oficinas, aulas-espetáculo, debates e performances em espaços públicos. CEU’s, casas de cultura e universidades

 

O grupo tem como principais objetivos a formação de novas plateias, divulgação da dança e, ainda, a manutenção de seu núcleo artístico e realização de novas pesquisas.

 

 

Texto: Jéssika Lopes