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Papo de Teatro com Elias Andreato

Publicado em: 31/10/2011 |

Elias Vicente Andreato é ator e diretor

 

 

 

Como surgiu o seu amor pelo teatro? 

Assistindo ao show “Rosa dos Ventos”, com Maria Bethânia e direção de Fauzi Arap.

 

Lembra da primeira peça a que assistiu? 

“Quando as Máquinas Param”, de Plínio Marcos. 

 

Como foi?

Eu saí de lá querendo transformar o mundo e achava que o teatro e eu poderíamos fazer isso com toda a certeza!

 

Um espetáculo que mudou o seu modo de ver o teatro. 

Toda vez que assistimos a uma peça que nos arrebata, isso muda o nosso olhar em relação ao teatro.

 

Um espetáculo que mudou a sua vida. 

“Um Sopro de Vida”, com Marilena Ansaldi,  direção  José Possi Neto.

 

Você teve algum padrinho no teatro?  

Não. Comecei como contrarregra. Trabalhei como técnico depois fiz pequenos papéis e fui conhecendo as pessoas e sempre desejoso de ser um ator, sonhando sempre em ser um artista…

 

Já saiu no meio de um espetáculo?

Nunca.

  

Teatro ou cinema? Por quê? 

Teatro. É o que eu mais gosto na vida.

  

Cite um espetáculo do qual você gostaria de ter participado. E por quê?

Todos os musicais. Não canto nada.

 

Já assistiu mais de uma vez a um mesmo espetáculo? E por quê?

Várias vezes … É extremamente prazeroso rever algo que se gosta muito. Teatro é o exercício de ser diferente sendo a mesma coisa. Acredito que se aprende muito assistindo teatro. Mais do que fazendo.

 

Qual dramaturgo brasileiro você mais admira? E estrangeiro? Explique.

Fauzi Arap. Anton Tchecov. Fauzi pela poesia e encantamento… me identifico com tudo. Tchecov pela dor e humor.

 

Qual companhia brasileira você mais admira? Existe um artista ou grupo de teatro do qual você acompanhe todos os trabalhos?

Eu gosto de teatro. Vou sempre ao teatro e faço muito teatro. Conheço o trabalho de muitos grupos e de muitos artistas. Nós nunca tivemos tantos grupos e tanto talento produzindo arte no País.

 

Qual gênero teatral você mais aprecia?

Todos!

 

Em qual lugar da plateia você gosta de sentar? Por quê?

Próximo. Gosto dos detalhes… dos olhares. 

 

Qual o pior lugar em que você já se sentou em um teatro?

De lado… isso nunca.

 

Fale sobre o melhor e o pior espaço teatral que você já foi ou já trabalhou?

Sou classe média… gosto de tudo limpinho.

 

Existe peça ruim ou o encenador é que se equivocou?

Não existe culpado. Tudo o que fazemos é o que queríamos fazer. Gosto não se discute. 

 

Como seria, onde se passaria e com quem seria o espetáculo dos seus sonhos?

Um espetáculo inesquecível que contasse uma linda história de amor, num teatro maravilhoso, com uma plateia lotada.

 

Cite um cenário surpreendente.

Aquele que é fácil de montar e desmontar.  

 

Cite uma iluminação surpreendente.

Quando todo o equipamento de luz é novo. 

 

Cite um ator que surpreendeu suas expectativas.

Paulo Autran.

 

O que não é teatro?

Cinema, rádio, televisão, Internet.

 

A ideia de que tudo é válido na arte cabe no teatro?

Sim.

 

Na era da tecnologia, qual é o futuro do teatro?

Continuar teatro.

 

Em sua biblioteca não podem faltar quais peças de teatro?  

Nenhuma. Favor devolver os livros emprestados.

 

Qual o papel da sua vida?

O Fiel Camareiro. 

   

Uma pergunta para William Shakespeare, Nelson Rodrigues, Bertold Brecht ou algum outro autor ou personalidade teatral que você admire.

William,  você ficaria muito ofendido se eu fizesse uma adaptação e alguns cortes em sua obra mesmo não lendo o original?

 

O teatro está vivo?

Aqui em casa posso afirmar com absoluta certeza que sim!