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Papo de Teatro com Paulo Barros

Publicado em: 30/07/2012 |

Paulo Barros é ator e produtor

Como surgiu o seu amor pelo teatro?
Eu me lembro de uma peça à qual assisti ainda muito pequeno, num teatro em Guarulhos, se não me engano o nome do teatro é Teatro Nelson Rodrigues. Era um espetáculo infantil, e não me recordo o nome. Quando acabou o espetáculo, vi nos atores uma satisfação e uma alegria iguais ou maiores do que a nossa, do público. Isso me inspirou muito.

Lembra da primeira peça a que assistiu?
A primeira peça a que assisti foi “Pluft, o Fantasminha”. E foi em uma excursão com a escola. Não me recordo muito do trabalho. Talvez fosse muito pequeno.

Um espetáculo que mudou a sua vida.
“Quadri Matzi”, com a Cia. Dramática.

Um espetáculo que mudou o seu modo de ver teatro foi…
“O Cano”, do grupo Circo Teatro Udi Grudi.

Você teve algum padrinho no teatro?
André Latorre.

Já saiu no meio de um espetáculo?
Procuro assistir a todos os trabalhos até o fim, mas já aconteceu de sair antes. O trabalho, além de não ser legal, era notório que a intenção do grupo não era boa.

Teatro ou cinema?
Depende do dia!

Cite um espetáculo do qual você gostaria de ter participado. E por quê?
Um espetáculo que gostei muito e pensei: “queria estar aí nesse palco…”  foi “Kronos”, da Intrépida Trupe. O elenco demonstrava muito prazer no que fazia.

Já assistiu mais de uma vez a um mesmo espetáculo? E por quê?
Sim! Procuro assistir novamente a alguns trabalhos dos quais gosto. Além de a apresentação nunca ser igual à outra, sempre deixamos de ver algo.

Qual dramaturgo brasileiro você mais admira? E estrangeiro?
Mais admiro? Difícil, hein!? Gosto muito de Nelson Rodrigues. Também gosto de Ariano Suassuna. Estrangeiro, gosto de Samuel Beckett.

Qual companhia brasileira você mais admira?
Não digo que é a que mais admiro… mas gosto muito do trabalho do Grupo Galpão.

Existe um artista ou grupo de teatro que você acompanhe todos os trabalhos?
Todos… não!

Qual gênero teatral você mais aprecia?
Gosto muito de comédia.

Em qual lugar da plateia você gosta de se sentar? Qual o pior lugar em que você já se sentou em um teatro?
Prefiro me sentar no meio da plateia, na parte central. A visão é melhor. Mas se vou mais de uma vez ao mesmo espetáculo, procuro sentar em lugares diferentes. Não gosto de sentar nas laterais da primeira ou da segunda fileira.

Existe peça ruim ou o encenador é que se equivocou?
Peça ruim.

Como seria, onde se passaria e com quem seria o espetáculo dos seus sonhos?
O espetáculo dos meus sonhos seria um em que eu me divertisse muito e que me trouxesse reflexões, independentemente de onde se passa ou qualquer outra coisa.

Cite uma Iluminação surpreendente.
Não me recordo.

Cite um cenário surpreendente.
Do espetáculo “Ciganos, o Povo Invisível”, do grupo Lux in Tenebris.

Cite um ator que surpreendeu as suas expectativas.
Márcio Tadeu.

O que não é teatro?
Ih! Tem muita coisa!

A ideia de que tudo é válido na arte cabe no teatro?
Vou arranjar briga agora! Desde que com coerência e dentro do contexto, sim!

Na era da tecnologia, qual é o futuro do teatro?
A tecnologia não substituirá o ator.

Em sua biblioteca não podem faltar quais peças de teatro?
Se pudesse, não faltaria nenhuma.

Cite um diretor (a), um autor (a) e um ator/atriz que você admira.
Diretor: Reinaldo Santigo; autor: Ariano Suassuna; ator: Gianfrancesco Guarnieri, e atriz: Meryl Streep.

Qual o papel da sua vida?
O de ser Paulo Barros.

Uma pergunta para William Shakespeare, Nelson Rodrigues, Bertold Brecht ou algum outro autor ou personalidade teatral que você admire.
Dionísio, grande deus, porque fez tão boa essa nossa vida?

O teatro está vivo?

Sempre!