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Sob o Comando de Cida Almeida

Publicado em: 24/08/2011 |

Com base na teoria da pedagogia do ator, proposta por Jacques Lecoq, os alunos do curso de Difusão Cultural A Pedagogia das Máscaras na Busca da Identidade iniciaram suas aulas e, já no primeiro encontro, entraram em um processo de busca por um estado cênico orgânico e verdadeiro.

Oferecido pela SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco e ministrado pela atriz Cida Almeida, que, logo na primeira aula, “bombardeou” seus mais novos pupilos com inúmeros subsídios teóricos, o curso pretende estabelecer como parâmetro a necessidade de o ator mergulhar em suas raízes para, então, se aprofundar no estudo da máscara.

“Decidi fazer um panorama com todos os conhecimentos básicos sobre o tema. E, na sequência, coloquei todo mundo para mexer o corpo. O meu trabalho vai de encontro com a tradição e a identidade. Digo que é o ‘Samba do Criolo Doido’, mas sempre com embasamento em estudos que vão de Lecoq até o circo-teatro”, revela Cida.

Atriz e diretora formada pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Cida especializou-se em treinamento, conscientização e preparação corporal para atores, além de realizar pesquisa sobre a comédia em uma constante busca pelas “essências” e procedimentos desta forma de arte. Atualmente, está à frente do Clã – Estúdio das Artes Cômicas e da coordenação da Oficina Cultural Amácio Mazzaropi.

Para Cida, o mote do curso é extrair aquilo que há de melhor na tradição e identidade do povo brasileiro com a ideia de formar interpretes cômicos e populares. “É essencial que o ator saiba de onde vem e, principalmente, que não deixe de escutar as vozes e canções de sua terra, relembrar as histórias populares e observar, de forma atenta, a arte gerada em seu país. O fio que nos conecta é o da cultura popular”, explica.

“Eu faço um trabalho quase antropológico de caça ao tesouro com as máscaras”, brinca a orientadora. “Quero estabelecer um contato com os primórdios, fazer com que os alunos busquem sua identidade e dêem de cara com as muitas máscaras e facetas deles próprios”, conclui.

 

 

Texto: Renata Forato