Esmiuçar um espaço até, praticamente, atingir seu DNA e o das pessoas que o frequentam foi o objetivo do workshop “Devising e Site Specific para Artistas Cênicos”, ministrado pelos suecos Sara Erlingsdotter e Claes Peter Hellwigde e promovido pelo departamento de Extensão Cultural da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco. Os encontros começaram na segunda-feira (11) e terminaram ontem (18).
A turma foi dividida em quatro grupos, que trabalharam juntos ao longo da semana fazendo um reconhecimento da Praça Roosevelt. Durante esse período, catalogaram suas histórias e impressões. Na última sexta-feira (15), cada grupo apresentou o resultado da pesquisa, por meio de instalações e performances.
“No meu grupo, tivemos como dispositivos, além da Praça, a noção de público e privado e o mito de Apolo e Dafne. A performance aconteceu na Roosevelt mesmo, onde quatro performers permaneceram de pé, em cima de um canteiro, por 15 minutos. Em certo momento, um dos participantes retirava do bolso um papel escrito ‘não olhe para nós’ e, um tempo depois, outro papel escrito ‘somos árvores’. Durante os 15 minutos, o público apenas observava a exposição dos atores, sem haver qualquer tipo de interação. O que gerou certa inquietação em quem assistia”, conta Luisa Juppe, aprendiz do curso de Direção da Escola.
Texto: Majô Levenstein